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Tireóide Hipoativa

Tireóide Hipoativa

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Diz-se que a tireóide está hipoativa (hipotireoidismo) quando ela deixa de produzir hormônios tireoidianos, T3 e T4 suficientes. Na sua forma mais comum, afetando 1% da população (principalmente mulheres de meia-idade ou idosas), há um encolhimento da glândula da tireóide na medida em que suas células são destruídas por um defeito sutil no sistema imune do paciente.

O defeito no sistema imune leva não só ao hipotireoidismo, mas, também, menos freqüentemente, ao aumento da tireóide e à formação do bócio. Isso é conhecido como tireoidite de Hashimoto. Ambos estes tipos de hipotireoidismo estão associados, assim como a doença de Graves, às outras doenças auto-imunes.

  Examinando a tireóide
Seu médico vai examinar a glândula tireoidana para verificar seu tamanho e sua consistência.

Embora o hipotireoidismo torne você mais suscetível a desenvolver uma ou mais destas condições que outras pessoas, o risco ainda é pequeno. A outra razão pela qual as pessoas desenvolvem o hipotireoidismo é como resultado do tratamento para a doença de Graves através de cirurgia ou com o iodo radioativo.

Como se desenvolve?
O hipotireoidismo não aparece de um dia para o outro, mas se desenvolve lentamente ao longo de vários meses. Você e sua família podem não perceber os sintomas em princípio, ou podem atribuí-los à idade. Os clínicos têm, atualmente, acesso direto aos testes laboratoriais apropriados e, como resultado, o hipotireoidismo é cada vez mais diagnosticado em um estágio relativamente precoce quando os sintomas ainda são leves. O hipotireoidismo em suas formas avançadas é, algumas vezes, conhecido como mixedema.

Geralmente, os sintomas mencionados abaixo não estão todos presentes, a não ser que o diagnóstico tenha sido postergado por meses ou até anos. Você provavelmente irá ao médico com queixas vagas como cansaço e ganho de peso, o que pode ser resultado de uma variedade de causas. Você fará um exame de sangue e se os resultados indicarem baixo nível de T4 e um alto nível de TSH, o diagnóstico de hipotireoidismo está confirmado. A menos que haja uma complicação, como angina, você será tratado pelo clínico-geral.

Quais são os sintomas?

A redução da gravidade da tireóide lentifica as reações químicas no seu organismo, causando o seguinte:

Ganho de peso
A maioria dos pacientes ganha 5 a 10 kg, embora o apetite esteja normal, ou até mesmo menor que o habitual.

Sensibilidade ao frio
Você sentirá muito frio e vai querer usar muitas camadas de roupas. Você pode ter rigidez muscular e espasmos quando se move repentinamente, especialmente quando estiver frio.

Doenças associadas
Embora o risco seja pequeno, uma tireóide hipoativa pode provocar o desenvolvimento de algumas destas doenças auto-imunes:
  • Anemia perniciosa: injeções regulares de vitamina B12 são necessárias para que a contagem de glóbulos se mantenha normal.
  • Diabetes Mellitus: é uma condição que geralmente requer o tratamento com insulina.
  • Doença de Addison: as glândulas adrenais, situadas acima de cada um dos rins, não produzem cortisol e aldosterona suficientes, hormônios que felizmente podem ser tomados em forma de comprimidos.
  • Insuficiência ovariana prematura: causa a interrupção da menstruação, infertilidade e menopausa precoce.
  • Hipoatividade das glândulas paratireóides (glândulas adjacentes à tireóide): ocasiona a diminuição dos níveis de cálcio no sangue e a tetania, que são tratadas eficazmente com drágeas de vitamina D.
  • Vitiligo: doença de pele com a perda de pigmentação

Problemas mentais
Você pode se sentir cansado ou sonolento, e lentificado intelectualmente. As suas reações podem estar mais lentas, mas felizmente o seu senso de humor não é afetado. Os pacientes mais velhos podem ser erroneamente considerados indivíduos com demência, enquanto alguns indivíduos apresentam depressão e paranóia, que são a base do que é popularmente conhecido como a “loucura do mixedema”.

Fala pastosa
A sua voz pode se tornar lenta e a fala fica, freqüentemente, pastosa.

Problemas cardíacos
Em contraste com um indivíduo que tem a tireóide hiperativa, o seu pulso é lento, com aproximadamente 60 batimentos por minuto. Você pode ter uma pressão elevada, e um paciente idoso com um hipotireoidismo de longa duração corre risco de apresentar insuficiência cardíaca. A angina pode ser o primeiro sintoma do hipotireoidismo.

Constipação
Como resultado da lentificação geral dos processos do corpo, você provavelmente terá constipação.

Menstruação abundante
A sua menstruação pode se tornar mais abundante (menorragia) se você ainda não estiver na menopausa.

Problemas de pele e cabelo
Há uma tendência a um aumento do funcionamento do intestino, de modo que você pode ir ao banheiro duas a três vezes por dia e apresentará fezes mais pastosas que o habitual. A diarréia pode ser um problema ocasional.

Menstruação irregular
A menstruação é freqüentemente irregular, menos abundante ou até mesmo interrompida. Até que o hipertireoidismo seja tratado, pode ser difícil engravidar.

Problemas de pele, cabelos e unhas
A sua pele deve se tornar áspera e seca e descascará prontamente. Ela tende a ser clara e suas pálpebras, mãos e pés incham. Algumas pessoas podem adquirir um tom de pele verde-amarelado com um rubor arroxeado por vasos sangüíneos proeminentes nas bochechas. Sentar-se perto do fogo pode causar o aparecimento de uma marca xadrez na pele das suas pernas. Algumas pessoas desenvolvem um problema de pele conhecido como vitiligo. O seu cabelo se torna seco e quebradiço e a parte externa das suas sobrancelhas pode desaparecer.

Transtornos do sistema nervoso
Você pode se tornar ligeiramente surdo e ter dificuldades de equilíbrio. Se os seus dedos ficam adormecidos, especialmente durante a noite, balance as mãos com força que isso deve passar.

Qual é o tratamento?
O tratamento é com a tiroxina, que está disponível no Brasil em comprimidos de 25, 50 e 100 microgramas. Normalmente, o tratamento com a tiroxina começa vagarosamente e você recebe uma prescrição para tomar uma dose diária de 50 microgramas por três ou quatro semanas, depois passa a tomar 100 microgramas diárias por mais três ou quatro meses, e depois 150 microgramas diários. Depois de três meses do início do tratamento você deve fazer uma novo exame de sangue para avaliar se é necessário um ajuste da dose. O objetivo é restabelecer níveis normais de T4 e TSH na corrente sangüínea.

As melhoras surgirão em duas ou três semanas. Você vai perder peso e notará que o inchaço ao redor dos seus olhos desaparece rapidamente, mas a sua pele e o seu cabelo podem levar de três a seis meses para se recuperarem completamente. Normalmente, você deverá se preparar para tomar tiroxina por toda a vida.

História do Caso: Queda súbita dos níveis de glicose
Jean Spencer tinha 17 anos no seu último ano de escola e planejava estudar Direito na universidade. Ela tinha diabetes desde os 11 anos e tomava injeções de insulina duas vezes por dia. O controle da sua diabetes sempre tinha sido satisfatório e a sua dose de insulina não variava muito. Ela andava intrigada, entretanto, nos últimos três meses porque parecia não precisar de tanta insulina quanto antes. Ela tinha quase desmaiado quatro vezes na escola em função dos níveis baixos de glicose no seu sangue, mas foi trazida à consciência pelo seu professor com bebidas açucaradas.

  O tratamento de Jean
Examinando os níveis de açúcar do sangue, a diabética Jean verificou que os efeitos de sua dose de insulina apresentaram uma mudança. A causa provável é a hipoatividade da tireóide, que pode ser tratada com comprimidos de tiroxina.

Uma vez ela não respondeu e foi levada às pressas para o hospital, onde ficou com soro glicosado na veia até o dia seguinte. Os pais de Jean e seu professor também estavam preocupados porque ela parecia não conseguir se concentrar nas aulas e suas notas nas provas não estavam tão boas como esperado. Ela tinha, também, começado a reclamar de frio e dizer que não tinha conseguido cantar no concerto de Natal da escola porque sua voz estava rouca. Foi sua tia, que veio do Canadá para visitá-la, que notou a mudança na aparência de Jean desde a sua última visita no ano anterior. Como ela mesma tinha tido hipotireoidismo dez anos antes, sugeriu que Jean fizesse um exame de sangue. Jean está agora tomando tiroxina, como sua tia, e o nível de glicose no seu sangue voltou ao que era antes. Ela passou nos exames finais e está agora no primeiro semestre de faculdade de Direito.

Situações especiais
O nível de gordura no sangue aumenta com o hipotireoidismo e, em pessoas que têm este problema não-identificado por muito tempo, as artérias coronárias podem ficar estreitas com os depósitos de gordura em suas paredes. Uma quantidade insuficiente de sangue no coração, especialmente durante o exercício físico, pode causar dor no meio do peito, um sintoma de angina.

O tratamento com a tiroxina pode piorar a angina, por isso, quem tem este problema deve começar com uma dose mais baixa e aumentá-la mais lentamente do que o usual. Pode ser necessário fazer uma operação para melhorar o fluxo sangüíneo através das artérias coronárias antes ou depois do início do tratamento com a tiroxina. A dosagem de tiroxina também precisa ser cuidadosamente monitorada durante a gravidez.

O hipotireoidismo temporário
Geralmente, não é preciso continuar com o tratamento com a tiroxina por toda a vida. Contudo, se você desenvolve o hipotireoidismo nos primeiros três ou quatro meses depois do tratamento cirúrgico ou com iodo radioativo para a doença de Graves, ele pode ter curta duração e você pode não precisar de tratamento algum. O mesmo vale para o hipotireoidismo que ocorre como uma complicação da tireoidite pós-parto ou a tireoidite de Quervain.

Hipotireoidismo leve
A maioria dos clínicos vai solicitar um exame de sangue mesmo nos casos em que há apenas uma suspeita de problemas de tireóide. Anormalidades menores são geralmente detectadas em pacientes que consultam seus médicos por causa de uma variedade de sintomas vagos, como cansaço, ou em pessoas que têm uma história familiar de doença auto-imune.

O achado mais comum é uma combinação de baixos níveis de T4 com um TSH elevado, conhecida entre os médicos como hipotireoidismo subclínico. Sabe-se que 20% destas pessoas irão desenvolver um hipotireoidismo mais evidente a cada ano. Por esta razão, é prática comum “cortar o mal pela raiz” e prescrever a tiroxina quando a anormalidade já foi detectada mais de uma vez. Este tratamento pode não trazer nenhuma mudança dramática para o indivíduo em questão, mas a medicina preventiva é melhor do que a cura.

Problemas relacionados às medicações
O carbonato de lítio, que é amplamente utilizado para depressão, pode causar bócio e hipotireoidismo. Quando, como geralmente acontece, o indivíduo precisa continuar tomando o carbonato de Lítio, é necessário tratamento contínuo com a tiroxina.

A amiodarona, que é utilizada para o tratamento de certas irregularidades cardíacas, pode não só causar hipotireoidismo, mas também hipertireoidismo, por isso aqueles que tomam esta medicação deverão fazer exames de sangue periódicos para a tireóide.

Pontos centrais

  • O hipertireoidismo geralmente se desenvolve lentamente, e os sintomas tendem a ser vagos em princípio.
  • O seu clínico-geral vai poder confirmar o diagnóstico com um simples exame de sangue.
  • O tratamento é com comprimidos, os quais você provavelmente terá que tomar pelo resto da vida.
  • Alguns indivíduos que têm hipotireoidismo há anos podem ter dor no peito causada por angina e, como a tiroxina agrava o problema, a dose deverá ser monitorada com cuidado. Se você já tem angina quando o seu problema de tireóide foi descoberto, o seu tratamento vai ser adaptado de acordo com isso.
  • Se o seu exame de sangue é apenas ligeiramente anormal, você pode receber um tratamento preventivo com a tiroxina.


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